O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que está abrindo um procedimento que pode levar a expulsão de três prefeitos do partido que decidiram pedir voto para o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição.
Os prefeitos são Flávia Moretti, de Várzea Grande, Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste. O prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, já pediu a desfiliação do partido.
Para Ananias, se os gestores da sigla bolsonaristas decidiram não apoiar o candidato lançado ao Governo, o senador Wellington Fagundes (PL), deveriam ter pedido desfiliação.
“Não acho ruim a pessoa se posicionar, acho ruim a pessoa não ter hombridade de chegar no partido e falar: ‘Vou me afastar do partido, vou me desfiliar e apoiar outro candidato’. Eu vejo dessa forma”, disse à imprensa.
“Quem está no partido pode até discordar do rumo, mas se usou toda a estrutura do partido, recebeu recurso público que é destinado por delegação aos partidos, deveria ter a hombridade de falar: ‘Tive essa estrutura, esse apoio e agora acho que vou retribuir’, mas cada um responde pelos seus atos”, acrescentou.
Processo interno
Ananias explicou que convidou os gestores a se desfiliarem da legenda, entretanto, como não recebeu o pedido de nenhum deles, abrirá o procedimento interno.
Segundo ele, a executiva estadual fará um relatório, que será analisado por um relator, que decidirá em cerca de 30 dias pela expulsão ou não, podendo sugerir só alguma medida de punição.
“Estou fazendo todo o levantamento e vamos abrir o procedimento, dar o amplo direito de defesa, que é normal e nesses 30 a 60 dias resolve”, explicou.
“Esse procedimento é para analisar a conduta deles e aí o relator faz o relatório e eu, se fosse relator de algum caso, eu relatava pela expulsão”, encerrou.
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