Durante muito tempo, dores femininas foram tratadas como exagero.
Ciclo irregular? “Normal.”
Acne adulta? “Fase.”
Ganho de peso? “Falta de disciplina.”
Dificuldade para engravidar? “Ansiedade.”
Mas não.
Em muitos casos, o nome disso é Síndrome dos Ovários Policísticos, a SOP.
Na entrevista que fiz no PodPink com a dra. Majda Rotili, ficou claro que a SOP vai muito além de um diagnóstico ginecológico. Ela impacta o corpo, a mente, a autoestima e a relação da mulher com o próprio espelho.A SOP mexe com hormônios, metabolismo, emoções e, principalmente, com a forma como a mulher se sente dentro do próprio corpo. E o mais grave é que muitas passam anos ouvindo que “é coisa da cabeça”, quando na verdade o corpo está pedindo socorro.Quantas mulheres convivem com cansaço extremo, dificuldade de emagrecer, queda de cabelo, alterações de humor e se culpam por não conseguir “dar conta”?
Quantas já ouviram que era só fechar a boca, se esforçar mais ou parar de reclamar?Falar sobre SOP é falar sobre informação, acolhimento e respeito.
É entender que cada organismo reage de um jeito.
Que tratamento não é fórmula pronta.
Que acompanhamento médico muda histórias.O que mais me marcou nessa conversa foi perceber o quanto a falta de informação atrasa diagnósticos e prolonga sofrimentos. Quando uma mulher entende o que acontece no próprio corpo, ela deixa de se culpar e começa a se cuidar de verdade.
Essa coluna não é só sobre SOP.
É sobre escuta.
É sobre parar de minimizar a dor feminina.
É sobre dar nome ao que tantas mulheres sentem em silêncio.
Informação salva tempo, saúde e autoestima.A entrevista completa com a dra. Majda Rotili está disponível no PodPink, e ela é um convite para que mais mulheres se reconheçam, se informem e busquem acompanhamento adequado.Porque não é drama.
Não é exagero.
É saúde feminina sendo levada a sério.
Elisama Gomes
Colunista | PodPink
Assista o episódio na íntegra agora mesmo vídeo abaixo:
Portal do Tom
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